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  • Região:São Tomé Noroeste     30-01-2020

E mais um lote com 60 satélites Starlink acaba de ser lançado à órbita terrestre pela SpaceX. Agora, a empresa de Elon Musk tem 240 satélites devidamente posicionados, rumo ao total que pode ser de até 42 mil unidades. Com isso, a companhia já é a maior operadora privada de satélites do mundo.

O projeto Starlink visa oferecer conexão de alta velocidade a qualquer ponto do planeta, incluindo áreas remotas e isoladas — isso quando a constelação estiver pronta para tal. Mas Musk já prevê que uma quantidade mínima inicial será capaz de iniciar a oferta de conectividade para algumas regiões dos Estados Unidos e do Canadá ainda neste ano, quando os seis primeiros lotes estiverem devidamente lançados — para iniciar um serviço global, será preciso realizar pelo menos 24 lançamentos.

No vídeo abaixo, você pode assistir ao lançamento desta quarta (29) feito com um foguete reutilizável Falcon 9, também da SpaceX:

Mas, enquanto Musk comemora o bom andamento de seu ambicioso projeto, a comunidade astronômica segue preocupada. É que, já desde os primeiros envios, os satélites Starlink começaram a atrapalhar observações espaciais feitas a partir de telescópios terrestres, devido à sua reflexividade. A luz do sol refletida nos objetos prejudica observações do céu noturno. Por isso, Musk decidiu testar um revestimento escuro em alguns satélites do lançamento anterior, para ver se essa seria uma solução ao problema que causou — mas ainda não divulgou os resultados das análises, que, pelo visto, seguem em andamento. Enquanto isso, continua lançando satélites, em vez de interromper o programa até que a solução à questão da reflexividade seja, de fato, entregue.

O mais preocupante é que os satélites Starlink são mesmo muito reflexivos. De acordo com Patrick Seitzer, da Universidade de Michigan, "os novos satélites são mais brilhantes do que praticamente todos os 18 mil objetos no catálogo público". Astrônomos profissionais vêm trabalhando com a SpaceX para ajudar na solução, incluindo profissionais membros da Sociedade Astronômica Americana e da União Astronômica Internacional.

No vídeo abaixo, de Thierry Legault, podemos ver um "trem" de satélites Starlink passando no céu, incluindo uma unidade do chamado "Darksat", que é o satélite que vem testando o revestimento escuro. Com essas imagens, fica mais fácil entender a questão, bem como ver que o Darksat acaba não sendo tão mais escuro assim — não a ponto de resolver o problema da reflexividade.

Contudo, ainda é cedo para afirmar que a tentativa de solução falhou, pois os satélites ainda estão sendo manobrados para atingir suas posições finais na órbita, e isso pode influenciar diretamente em sua capacidade de refletir a luz solar. Contudo, Seitzer alerta que, caso o problema continue, as consequências em observações astronômicas envolvem coisas como pixels saturados e "conversas" cruzadas entre pixels e imagens fantasmas — e isso pode gerar retrabalho aos observadores, e até mesmo resultados incorretos.

Fonte: TechCrunchSky and Telescope


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